Sabe aquelas coisas que você acha lindo nos outros, mas não imagina em você? Foi assim que durante muito tempo eu olhei pra esse item de make tão comum. Isso sem contar que minha falta de coordenação motora crônica também me desmotivava. Até que um dia eu resolvi experimentar, comprei logo o delineador líquido da Natura Una (que é muito bom na verdade, tão bom que quase virei um panda) e é claro que não deu muito certo…

Desisti e lá ficou ele abandonado na gaveta, onde está até hoje. Então recentemente uma amiga me recomendou a Caneta Delineadora da Make B., e já que está rolando uma promoção pós Natal de 20% de desconto n´O Boticário, comprei e lá fui eu tentar mais uma vez.

Agora sim foi e to amando! Ainda não fiquei pro na aplicação e infelizmente não tenho nenhuma dica em especial de como passar, sei que na frente do espelho eu estico e puxo sem pressa e cada dia vai melhorando um pouquinho. Mas é muito mais fácil que o líquido e praticando todo dia eventualmente eu acho que consigo usar o da Natura Una!

Mais pra frente eu aviso se consegui pegar o jeito!

Bjooo

— publicado originalmente em 23/06/2010 —

Não sei bem quando foi que aconteceu, parece que do dia pra noite eu cansei das novelas e das minisséries de época, peguei o meu controle remoto e descobri no maravilhoso mundo da TV por assinatura uma coisinha chamada Dawson’s Creek. Não, não foi assim. Alguns anos antes a Globo colocou algum programa idiota no lugar de Seaquest DSV nas tardes de sábado e eu acabei migrando para o Universal Channel para assistir o fim dessa excelente série de ficção científica onde acabei viciado. Ou não. Acho que a minha paixão por séries na verdade começou bem antes que eu me desse conta ou sequer soubesse o que era uma série. Tenho uma vaga lembrança do começo dos anos 90, tinha por volta de 6 ou 7 anos e todas as manhãs ficava grudado na televisão assistindo aos episódios de Punky, A Levada da Breca. Mesmo não sabendo até hoje o que é uma levada da breca, sempre me diverti muito.

O meu vicio consciente em séries já é bem mais fácil de contar. Foi em 2004. Havia me tornado usuário da internet há pouco tempo e ficava maravilhado a cada nova descoberta. Em um dos meus momentos de ócio me deparei com um texto falando de um novo programa que estava para estrear na TV brasileira sobre um grupo de pessoas tentando sobreviver em uma ilha deserta após um acidente de avião. Então no dia 07 de março de 2005 estava sentado na frente da televisão com minha mãe do lado aguardando ansioso pela estréia de LOST. Uma hora depois estava sentado na frente do computador. Uma semana depois já havia visto todos os episódios exibidos nos Estados Unidos e aguardava impaciente para fazer o download do próximo episódio.

Depois disso foi só alegria, posso dizer que nesses cinco anos assisti a mais de 50 séries e, de acordo com meu perfil do Orangotag, quase seis mil episódios. Se isso não faz de alguém um completo desocupado e apaixonado por séries eu não sei o que faz. Nesse momento, você, carissímo leitor, pode estar me julgando ou se perguntando pra que tudo isso e para não te deixar no vácuo, eu respondo. Meu nome é Michael, sou estudante de Cinema, tenho 25 anos e além de ser uma paixão, minha experiência com séries me ajudou a apurar meu senso crítico, a escrever melhor e a fotografar melhor. Graças a esse vicio conheci pessoas maravilhosas e consegui decidir o que realmente quero fazer para o resto da minha vida. Não, eu não quero passar o resto da vida na frente do computador fazendo download de séries. Eu quero produzir, quero contar as minhas histórias semana após semana, histórias com cara de Brasil, com a cara de Santos para tantos outros viciados assistirem e comentarem no futuro. Sonho impossível? Quem sabe, mas estou me esforçando para transformá-lo em realidade.
— atualizado em 30/01/2012 —
Agora tenho 27 anos, mais de 9200 episódios marcados e um primeiro projeto encaminhado. Não é muito, mas tenho que começar por algum lugar, certo?

Como tudo começou

29/01/2012

Acho muito difícil falar a meu respeito. Não que eu não saiba como eu sou. Muito pelo contrário, tenho tanta consciência de mim mesma, principalmente dos meus defeitos, que chega a ser cansativo tentar ser um pouquinho menos eu. Sempre sei que no fim, por mais tempo que eu passe me desviando e me reinventando, logo acabo voltando ao ponto inicial. Também tenho tanta convicção em algumas coisas que, às vezes, quando todas as minhas certezas caem por terra, gostaria muito de me desprender de tudo que eu acho que sei e acredito. Mas não consigo.

Calma, eu sei que tudo isso é muito vago e que na verdade eu falei e não disse nada. Mas foi assim que tudo começou.

O ano era 2000, e eu, no auge dos meus 14 anos, já alimentava meu padrão de comportamento: me reinventar. Resolvi fazer teatro, aulas de teclado e dança de rua tudo de uma vez. A dança de rua “dançou” em 2 meses, o teclado quase durou até o Natal, mas eu tinha ainda menos disciplina pra treinar um instrumento do que eu tenho hoje pra frequentar a academia.

O teatro é que foi a catarse da minha vida adolescente. Não que eu tivesse algum talento, até passei os 6 anos seguintes tentando achar qualquer resquício dele, mas sempre fui péssima atriz. Fato. De qualquer forma, ainda assim, eu me encontrei.

O primeiro trabalho como atriz amadora consistia em uma cena com mais dois colegas, e um deles era o Michael. Eu era responsável pela adaptação de uma cena de Sonho de uma Noite de Verão.

Desde então passei a escrever desde outras adaptações, músicas, filmes, livros com histórias épicas e megalomaníacas, até poesias depressivas e cartas intermináveis com a letra minúscula e escritas a lápis em folhas de fichário coloridas, a maior parte delas para o Mike, coitado.

Eventualmente resolvemos fazer o primeiro Dualístico. Sempre preferi mais escrever ficção, mas foi muito recompensador expor meus pensamentos ao mundo. Então retomo mais uma vez o Dualístico com esse intuito simples e ao mesmo tempo, e mais uma vez, complexo pra mim: expor meus pensamentos ao mundo.

Não tenho opinião formada sobre tudo, não me interesso sobre tudo, mas me interesso por todo tipo de coisa. Não acredito em preto e branco, nem em um monte de outras coisas, mas me esforço muito pra entender mundos que não são meus.

Boa sorte pra nós! ^^

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