Escrevo esse texto em um momento de indecisão. Oito meses atrás, quando o Dualístico surgiu e eu me impus esse desafio,  tudo era novidade e empolgação. O futuro estava repleto de luzinhas brilhantes cheio de possibilidades que não me assustavam nenhum pouco. A quantidade de idéias que surgiam em cada reunião de pauta, em cada encontro, em cada mesa de bar me empolgava muito. Infelizmente as coisas mudam.

Eu sei que pareço uma vitrola quebrada repetindo, mês após mês, a importância da perseverança, sobre como é bom acreditar e correr atrás dos seus sonhos, sobre as recompensas de se esforçar para conseguir o que deseja. Não me importo de parecer uma vitrola quebrada, pois todos os dias, mesmo que seja por trinta segundos enquanto espero a porta do metrô abrir, eu tento me lembrar dos meus objetivos e me forço a confrontar minhas ações também. O que estou fazendo para atingir esses objetivos?

Pode parecer que isso tudo não tem correlação nenhuma com esse post sobre cinema, mas na verdade ele é decisivo. A verdade é que o blog está em um momento crítico da sua breve existência e infelizmente cabe a mim a responsabilidade de definir o que ele será daqui para frente. Tantos objetivos foram traçados, tantos planos feitos, tantas horas investidas em um trabalho que talvez amanhã não exista mais. Isso é meio assustador e o Desafio 366 vem bem de encontro a isso.

Eu decidi fazer uma série de posts que durariam um ano e agora, apenas oito meses depois, será que vale a pena simplesmente abrir mão de tudo?

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