Sempre tive preconceito com a Taylor Swift. Para mim ela era uma mistura de Sandy com Paula Fernandes que só produzia música country para pré-adolescente. Só que isso mudou bastante depois que ela lançou o álbum 1989.

Depois de me apaixonar por essa nova Taylor Swift, eu decidi olhar novamente para seus trabalhos antigos e, apesar de ainda achar que é música country para pré-adolescente, reconheço que tem coisas muito boas.

Topei fazer a Taylor Swift Book TAG por isso. É um mea-culpa, mas também é uma forma de dizer “olha… tudo bem você gostar de Taylor Swift ou de qualquer outra coisa, não se envergonhe.”

Sejamos orgulhosos.

Orgulhosos pelo que somos, por quem amamos, pelo que vestimos, ouvimos e gostamos.

Sejamos orgulhosos porque faz bem não se envergonhar do que quer que seja.

I am a Taylor Swift fan and proud.

E sobre os livros… eu amo ler.

Com o passar do tempo deixei um pouco de lado os livros e me apeguei mais aos quadrinhos, mas ainda assim ler é um exercício diário para mim.

Os livros indicados por mim nesse video podem ser adquiridos facilmente no Brasil e se quiser alguém para falar sobre eles, pode contar comigo!

Hoje, durante o jantar, eu observava uma das crianças devorando um punhado de arroz vorazmente. Ela pegava tudo com a mão e colocava na boca com tanta pressa que parecia estar se preparando para anos sem comida. Enquanto olhava, eu me perguntei se deveria intervir e pedir que ela utilizasse talheres para comer. Optei por deixa-la comer daquele jeito.

Meu papel como educador é ensina-la a se comportar e seguir as regras sociais de um mundo cada vez mais exigente, porém, no descritivo da escola onde trabalho está escrito “criamos um ambiente seguro para que os alunos se tornem pessoas confiantes e livres para tomar suas próprias decisões”. Oras… exigir a utilização de talheres não é cercear a liberdade dessa criança? Não é impedir que ela se expresse livremente e decida sozinha quais serão seus hábitos alimentares? Comer com as mãos é uma experiência altamente sensorial, principalmente para uma criança autista, porque ela deveria ser privada disso ao invés de ser estimulada a seguir seus instintos?

Mais do que discordar da educação tradicional que enche nossos cérebros de citações inúteis e fórmulas que nunca farão diferença na sua vida, o que me faz pensar agora é a real necessidade de qualquer tipo de formação. Tudo o que aprendemos durante toda a nossa vida é para que possamos viver em sociedade, para nos adequarmos ao padrão. Então como podemos ser realmente livres se somos condicionados desde sempre a nos adequar? Seguindo esse ponto de vista, educação e liberdade se tornam pensamentos opostos já que a educação não te liberta, apenas te apresenta parâmetros que você opta ou não em seguir. Ao saber que você “deve” utilizar talheres para se alimentar, você pode usá-los ou não, é uma escolha sua, mas você está condicionado a escolher o “certo” e utilizar os talheres. Se nunca ninguém te disse que você deve utiliza-los ai sim você será realmente livre para escolher o que quiser.

É mais fácil treinar um ser pensante quando ele ainda é novo, inexperiente e maleável. Eu quero acreditar que ensinar uma pessoa como se portar em sociedade desde pequena é o melhor caminho. Ainda assim fico pensando se deveria deixa-la completamente livre até que ela possa tomar as próprias escolhas conscientemente e somente então lhe dar a opção de aprender ou não qualquer coisa.

Educação mata o instinto?

 

A vida é uma caixinha de surpresas.

Você sonha, se esforça para tornar seus sonhos realidade, planeja para que tudo aconteça de forma tranquila, segue tudo o que foi planejado e se joga. Vive intensamente aquilo que sonhou, se esforçou e planejou viver. Só que o universo nem sempre colabora com suas vontades e, frequentemente, acaba cortando seu barato cedo demais.

O ano de 2013 foi decisivo para mim. O contrato do meu apartamento estava acabando, estava finalmente terminando a faculdade, o trabalho já não estava me acrescentando nada. Era o momento perfeito para mudar minha vida. E foi o que fiz.

Me inscrevi em um programa de voluntariado na Inglaterra e enquanto esperava a resposta decidi mudar para Recife, para aproveitar a vida longe da selva de pedra depressiva que era São Paulo. Tudo ia muito bem até que umas pedrinhas entupiram o que não deviam no meu sistema digestivo e tive que ser transportado as pressas de volta para São Paulo para três meses de hospitais e cirurgias. Sobrevivi com pequenas cicatrizes apenas e ainda fui selecionado para o lance na Inglaterra, então dos males o menor.

Estou morando na Inglaterra há quase seis meses. O frio é intenso, assim como o aprendizado. A vida não é um paraíso, mas é o mais perto da utopia que já cheguei. Então não foi surpresa quando decidi contrariar tudo o que disse antes de vir pra cá e tentei conseguir um visto permanente para me mudar de vez para Inglaterra. E aí a vida me deu mais uma rasteira.

Meu visto não pode ser renovado e eu tenho que sair do Reino Unido até dia 19 de agosto de 2015.

É como experimentar o melhor sorvete do mundo só para descobrir que ele acabou quando você decide pedir mais um pouco.

Não que a Inglaterra seja o melhor sorvete do mundo, mas aprendi a gostar daqui. Queria ficar mais. Queria conhecer mais. Queria ter a opção.

Não basta sonhar, se planejar e fazer tudo certo.  As vezes você só precisa de sorte.

Sorte para arranjar um marido rápido ou para que algum antepassado tenha nascido no lugar certo.

Parafraseando Eminem, a vida é uma jornada louca e nada está garantido. A verdade é que você nunca sabe o que vai acontecer amanhã.

A vida é uma caixinha de surpresas realmente.

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